O tempo passou, mas o menino lá de tras ainda está aqui.
O menino cresceu, viveu, aprendeu.
Casou, mudou, explorou (o mundo).
Virou pai, liderou, seguiu
Mas o menino ainda continua ali.
Fraco, triste, deixado de lado. Querendo que os outros quisessem ele.
Pra brincar, pra conversar, pra rir
Mas, hoje, os outros querem.
Os outros admiram, respeitam
Então por que o menino ainda vive?
Por que a âncora ainda continua lá?
A ancora nos atrapalha a seguir, mas ela também nos mantem protegidos. Nos mantem seguros, no lugar e na vida.
Não é confortável ficar preso ao lugar, mas é mais facil (e seguro?) do que se aventurar no mar aberto.
Sempre me admirei com o quanto minha filha evitava os riscos. Ela só começou a andar sozinha muito tempo depois de ensaiar os primeiros passos, quando sentiu (eu imagino) que não existia mais riscos.
E assim com muitas outras coisas, desde bebe.
Hoje, para minha surpresa, descobri de quem ela puxou isso.
terça-feira, 9 de março de 2021
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